terça-feira, 8 de junho de 2010

A Monalisa sorri.. ela está feliz?

Acabei de assistir “O Sorriso de Monalisa” denovo. Eu gostei da primeira vez, mas desta vez mexeu mais com meus brios. Talvez pela situação atual em casa, com a minha mãe. Essa coisa toda de transição, de conflito de gerações, de mudança de papéis, de certo, de errado.
Eu acredito já ter escrito exaustivamente sobre isso aqui no blog, de diferentes formas, mas sempre há mais a falar. Hoje eu não estou pensando exatamente na guerra dos sexos, no que nossa sociedade ou nossas mães esperam de nós, estou desprezando isso um pouco. Hoje eu estou pensando sobre nosso próprio caminho. Qual é o nosso papel? Existe um papel? Por que deveria existir?
Eu confesso, às vezes parece que seria mais fácil se este protocolo existisse de fato. Seriam menos enganos, menos dúvidas, menos discussões. É só seguir e pronto, não? Qual é o meu papel enquanto mulher? Será que eu estou fazendo a coisa certa? Será que estou conseguindo seguir de verdade meu próprio caminho.. será que não sou uma releitura?
A professora citou algo que Lacan disse e que não sei com que palavras, mas na sua adaptação era algo do tipo: “nós só temos a caminhada”. Não importa de fato o objetivo, nem se vamos alcançá-lo ou não, pois não sabemos se isso vai acontecer, mas o que temos, de fato, palpável, é o percurso, a caminhada. Bem, isso parece indicar que não existe certo ou errado, que o foco não são os objetivos, mas se estamos fazendo um bom percurso.
Entretanto isto não é menos perturbador. Como saber se é uma boa caminhada? Pelos momentos alegres? Pelos momentos em nos sentimos plenos? Pelos momentos em que nos sentimos verdadeiros? (e certamente são poucos, mesmo que sejamos pessoas verdadeiras – este sentimento é algo diferente).
Minha mãe diz que eu sou moderninha. O que é ser moderninha? Isso é pejorativo do ponto de vista conservador? Isto é pejorativo do próprio ponto de vista moderno? É pejorativo do meu ponto de vista? Para onde foram as amarras das mulheres? As crises histéricas diminuíram? Elas não são mais caladas? A mulher moderninha, que tem de ser super-mulher, super-mãe, incrivelmente linda e bem cuidada, workaholic, equilibrada, cuidar da espiritualidade, saber algo sobre cada pequena coisa – a exausta, estressada (quem não é estressado é vagabundo), lendo revistas femininas e auto-ajuda, procurando alguma orientação.. esta mulher não está amarrada? Não está calada?
Eu estou. Eu quero ser super-mulher. Sempre quis. Sempre me cobrei demais, exigi demais, fui dura demais comigo mesma. Mas eu consigo ser super-mulher? Convenço alguém disto? O que me consola, no meio de todas estas questões é saber que ao menos eu tenho tentado. Eu tenho tentado me perdoar mais, viver de forma mais leve, eu tenho tentado aproveitar o percurso, tenho tentado ser sincera comigo mesma. Como diz o filme.. a Monalisa sorri.. ela está realmente feliz?
Como diz Eddie Vedder.. ela sorri e ri pra mim e pega sua tristeza de volta.
Como nós seremos lembradas? Como eu serei lembrada? A quem importa?
Este post não me ajudou em nada, a não ser em uma catarse, mas talvez ajude um(a) de vocês.

3 comentários:

disse...

Bah eu também adorei esse filme e excelente a tua reflexão sobre ele!

Adorei!

bjos

Rafael Caitano disse...

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Anônimo disse...

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