Voltando ao blog! Timidamente.. e sem promessas!
Para variar, meu post é um desabafo.. (acho que eu deveria mudar o nome do blog para 'terapia online' ou algo do tipo..
enfim.. mas é um pouquinho didático e interessante também!
Hoje vou postar um apanhado sobre a inveja ^^
por que pra mim foi extremamente rico ler e sei que pra vocês, pessoas de bom gosto que andam por aqui, também será! rsrs
"A inveja não sabe esconder-se."
(Luc de Clapiers, Marquês de Vauvenargues)
Inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor. (mas que educação equivocada, hein pais?)
Os indivíduos disputam entre si por qualidades e atributos, aqueles que possuem tais atributos sofrem do sentimento da inveja alheia dos que não possuem, que almejariam ter tais atributos. Isso em psicologia é denominado formação reativa: que é um mecanismo de defesa dos mais "fracos" contra os mais "fortes". (explicando melhor: A formação reativa é uma forma de defesa contra impulsos que são inaceitáveis para o ego. É um dos primeiros mecanismos de defesa e um dos mais frágeis. Como disse Freud, "é inseguro e constantemente ameaçado pelo im pulso que está à espreita no inconsciente". Na formação reativa há sempre o perigo de um retorno do impulso reprimido à consciência).
A inveja é originária desde tempos antigos, escritos em textos, que foi acentuado no capitalismo e no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação, a inveja seria, popularmente falando, a arma dos "incompetentes".
Para Sebastián de Covarrubias, a inveja é este bichinho feio aqui óh:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f3/Inveja_covarrubias.jpg
para os comediantes, é mais ou menos assim:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://desmotivado.com/files/2009/01/inveja.jpg&imgrefurl=http://desmotivado.com/2009/01/19/inveja/&usg=__7HpqlnYb_ufAIpM_901FguQmxSE=&h=480&w=640&sz=70&hl=pt-BR&start=26&zoom=1&tbnid=yZoOjL3MtLbPbM:&tbnh=141&tbnw=188&prev=/images%3Fq%3Dinveja%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX%26biw%3D1024%26bih%3D630%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=665&vpy=248&dur=461&hovh=184&hovw=245&tx=119&ty=61&ei=3eGWTI_aJIGdlgeZ0qGpCg&oei=teGWTLGzDMK88gbHp6CNDA&esq=23&page=3&ndsp=15&ved=1t:429,r:3,s:26
e pra mim?
pra mim a inveja está nas palavras de Oscar Wilde:
"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre".
PS: sorry os links, mas o blogspot está doido.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
A Monalisa sorri.. ela está feliz?
Acabei de assistir “O Sorriso de Monalisa” denovo. Eu gostei da primeira vez, mas desta vez mexeu mais com meus brios. Talvez pela situação atual em casa, com a minha mãe. Essa coisa toda de transição, de conflito de gerações, de mudança de papéis, de certo, de errado.
Eu acredito já ter escrito exaustivamente sobre isso aqui no blog, de diferentes formas, mas sempre há mais a falar. Hoje eu não estou pensando exatamente na guerra dos sexos, no que nossa sociedade ou nossas mães esperam de nós, estou desprezando isso um pouco. Hoje eu estou pensando sobre nosso próprio caminho. Qual é o nosso papel? Existe um papel? Por que deveria existir?
Eu confesso, às vezes parece que seria mais fácil se este protocolo existisse de fato. Seriam menos enganos, menos dúvidas, menos discussões. É só seguir e pronto, não? Qual é o meu papel enquanto mulher? Será que eu estou fazendo a coisa certa? Será que estou conseguindo seguir de verdade meu próprio caminho.. será que não sou uma releitura?
A professora citou algo que Lacan disse e que não sei com que palavras, mas na sua adaptação era algo do tipo: “nós só temos a caminhada”. Não importa de fato o objetivo, nem se vamos alcançá-lo ou não, pois não sabemos se isso vai acontecer, mas o que temos, de fato, palpável, é o percurso, a caminhada. Bem, isso parece indicar que não existe certo ou errado, que o foco não são os objetivos, mas se estamos fazendo um bom percurso.
Entretanto isto não é menos perturbador. Como saber se é uma boa caminhada? Pelos momentos alegres? Pelos momentos em nos sentimos plenos? Pelos momentos em que nos sentimos verdadeiros? (e certamente são poucos, mesmo que sejamos pessoas verdadeiras – este sentimento é algo diferente).
Minha mãe diz que eu sou moderninha. O que é ser moderninha? Isso é pejorativo do ponto de vista conservador? Isto é pejorativo do próprio ponto de vista moderno? É pejorativo do meu ponto de vista? Para onde foram as amarras das mulheres? As crises histéricas diminuíram? Elas não são mais caladas? A mulher moderninha, que tem de ser super-mulher, super-mãe, incrivelmente linda e bem cuidada, workaholic, equilibrada, cuidar da espiritualidade, saber algo sobre cada pequena coisa – a exausta, estressada (quem não é estressado é vagabundo), lendo revistas femininas e auto-ajuda, procurando alguma orientação.. esta mulher não está amarrada? Não está calada?
Eu estou. Eu quero ser super-mulher. Sempre quis. Sempre me cobrei demais, exigi demais, fui dura demais comigo mesma. Mas eu consigo ser super-mulher? Convenço alguém disto? O que me consola, no meio de todas estas questões é saber que ao menos eu tenho tentado. Eu tenho tentado me perdoar mais, viver de forma mais leve, eu tenho tentado aproveitar o percurso, tenho tentado ser sincera comigo mesma. Como diz o filme.. a Monalisa sorri.. ela está realmente feliz?
Como diz Eddie Vedder.. ela sorri e ri pra mim e pega sua tristeza de volta.
Como nós seremos lembradas? Como eu serei lembrada? A quem importa?
Este post não me ajudou em nada, a não ser em uma catarse, mas talvez ajude um(a) de vocês.
Eu acredito já ter escrito exaustivamente sobre isso aqui no blog, de diferentes formas, mas sempre há mais a falar. Hoje eu não estou pensando exatamente na guerra dos sexos, no que nossa sociedade ou nossas mães esperam de nós, estou desprezando isso um pouco. Hoje eu estou pensando sobre nosso próprio caminho. Qual é o nosso papel? Existe um papel? Por que deveria existir?
Eu confesso, às vezes parece que seria mais fácil se este protocolo existisse de fato. Seriam menos enganos, menos dúvidas, menos discussões. É só seguir e pronto, não? Qual é o meu papel enquanto mulher? Será que eu estou fazendo a coisa certa? Será que estou conseguindo seguir de verdade meu próprio caminho.. será que não sou uma releitura?
A professora citou algo que Lacan disse e que não sei com que palavras, mas na sua adaptação era algo do tipo: “nós só temos a caminhada”. Não importa de fato o objetivo, nem se vamos alcançá-lo ou não, pois não sabemos se isso vai acontecer, mas o que temos, de fato, palpável, é o percurso, a caminhada. Bem, isso parece indicar que não existe certo ou errado, que o foco não são os objetivos, mas se estamos fazendo um bom percurso.
Entretanto isto não é menos perturbador. Como saber se é uma boa caminhada? Pelos momentos alegres? Pelos momentos em nos sentimos plenos? Pelos momentos em que nos sentimos verdadeiros? (e certamente são poucos, mesmo que sejamos pessoas verdadeiras – este sentimento é algo diferente).
Minha mãe diz que eu sou moderninha. O que é ser moderninha? Isso é pejorativo do ponto de vista conservador? Isto é pejorativo do próprio ponto de vista moderno? É pejorativo do meu ponto de vista? Para onde foram as amarras das mulheres? As crises histéricas diminuíram? Elas não são mais caladas? A mulher moderninha, que tem de ser super-mulher, super-mãe, incrivelmente linda e bem cuidada, workaholic, equilibrada, cuidar da espiritualidade, saber algo sobre cada pequena coisa – a exausta, estressada (quem não é estressado é vagabundo), lendo revistas femininas e auto-ajuda, procurando alguma orientação.. esta mulher não está amarrada? Não está calada?
Eu estou. Eu quero ser super-mulher. Sempre quis. Sempre me cobrei demais, exigi demais, fui dura demais comigo mesma. Mas eu consigo ser super-mulher? Convenço alguém disto? O que me consola, no meio de todas estas questões é saber que ao menos eu tenho tentado. Eu tenho tentado me perdoar mais, viver de forma mais leve, eu tenho tentado aproveitar o percurso, tenho tentado ser sincera comigo mesma. Como diz o filme.. a Monalisa sorri.. ela está realmente feliz?
Como diz Eddie Vedder.. ela sorri e ri pra mim e pega sua tristeza de volta.
Como nós seremos lembradas? Como eu serei lembrada? A quem importa?
Este post não me ajudou em nada, a não ser em uma catarse, mas talvez ajude um(a) de vocês.
Marcadores:
aprendendo,
comentando
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Eu não ia escrever sobre casamento - Postagem Temática
Eu queria realmente ter escrito sobre esta temática do Postagem Temática, o casamento. Mas eu já falei tanto sobre casamento nos meus posts que achei que não valia a pena ser repetitiva. Além do mais, depois do meu casamento eu sei tanto e tão pouco sobre casamento.. que preferi ficar mais uma vez só de espectadora dos escritos do pessoal.
No fim das contas, os posts que mais me chamaram a atenção foram os do pessoal que nunca se casou.. principalmente sobre suas fantasias sobre o que é estar casado e sobre seus desejos do que seja. Sobre as arriscadas de “como fazer um casamento dar certo” ou sobre os questionamentos do tipo “será que esta instituição tem mesmo jeito?”.
O que eu percebo, principalmente por ele ter sido a temática escolhida dentre tantas outras boas, é que casamento ainda mexe muito com a cabeça das pessoas. Com os casados, os descasados e os solteiros. Veja bem, você mesmo, diga a verdade, volta e meia, tenha você a idade que tiver, acaba por se pegar falando de casamento com alguém, mesmo que seja pra criticar.
O que eu me proponho a pensar, mas não consigo achar uma resposta concreta é: por que este é um assunto que permanece tão na superfície em nossos processos do dia-a-dia? Em nossas conversas de botequim ou rodas de chimarrão? Por que o pessoal do Postagem Temática escolheu o tema pra desenrolar?
Poderia ser pelo valor social que o casamento tem, poderia ser pela implicação na vida das pessoas (seja dos pais ou amigos casados, seja do seu próprio casamento, seja da sua preocupação em se casar). Mas não. Eu acho que isso fica assim tão na beira por que é a maneira mais concisa de se falar em solidão, em fusão, em vida a dois, em construção. A maneira mais rápida de se trazer à tona temas como desilusões, descrença ou os seus opostos. Pode-se abarcar um sem-número de assuntos, sentimentos e fantasias com esta única palavra: o casamento.
Qual a minha opinião? Eu já fui casada.. já pude comprovar várias das teorias descritas pelo pessoal e pude refutar outras, provavelmente não por que estejam incorretas, mas por que cada vivência é única. Como eu disse, eu não sei por que todo mundo tem essa mania de casamento, mas mesmo que seja para pensar tristemente e com suspiros de modo “ah, eu não sirvo pra isto”, este é um assunto absoluto. Eu não sei se um dia volto a me casar. Acho que eu espero que sim, mas ao mesmo tempo espero que até lá a instituição do casamento já seja vista com outros olhos, ou talvez somente com os olhos que sempre deveria ter sido vista. O que eu sei é que quando e se eu casar, eu quero que seja uma coisa natural como é natural ter uma família e laços de sangue. Embora eu saiba que é tudo verdade, não quero ouvir falar de esforços, de separações, de seguidas em frente. Só de ciclos, os ciclos das coisas naturais em família e das relações humanas.
Este post faz parte do projeto Postagem Temática pelo BlogSintonizados
No fim das contas, os posts que mais me chamaram a atenção foram os do pessoal que nunca se casou.. principalmente sobre suas fantasias sobre o que é estar casado e sobre seus desejos do que seja. Sobre as arriscadas de “como fazer um casamento dar certo” ou sobre os questionamentos do tipo “será que esta instituição tem mesmo jeito?”.
O que eu percebo, principalmente por ele ter sido a temática escolhida dentre tantas outras boas, é que casamento ainda mexe muito com a cabeça das pessoas. Com os casados, os descasados e os solteiros. Veja bem, você mesmo, diga a verdade, volta e meia, tenha você a idade que tiver, acaba por se pegar falando de casamento com alguém, mesmo que seja pra criticar.
O que eu me proponho a pensar, mas não consigo achar uma resposta concreta é: por que este é um assunto que permanece tão na superfície em nossos processos do dia-a-dia? Em nossas conversas de botequim ou rodas de chimarrão? Por que o pessoal do Postagem Temática escolheu o tema pra desenrolar?
Poderia ser pelo valor social que o casamento tem, poderia ser pela implicação na vida das pessoas (seja dos pais ou amigos casados, seja do seu próprio casamento, seja da sua preocupação em se casar). Mas não. Eu acho que isso fica assim tão na beira por que é a maneira mais concisa de se falar em solidão, em fusão, em vida a dois, em construção. A maneira mais rápida de se trazer à tona temas como desilusões, descrença ou os seus opostos. Pode-se abarcar um sem-número de assuntos, sentimentos e fantasias com esta única palavra: o casamento.
Qual a minha opinião? Eu já fui casada.. já pude comprovar várias das teorias descritas pelo pessoal e pude refutar outras, provavelmente não por que estejam incorretas, mas por que cada vivência é única. Como eu disse, eu não sei por que todo mundo tem essa mania de casamento, mas mesmo que seja para pensar tristemente e com suspiros de modo “ah, eu não sirvo pra isto”, este é um assunto absoluto. Eu não sei se um dia volto a me casar. Acho que eu espero que sim, mas ao mesmo tempo espero que até lá a instituição do casamento já seja vista com outros olhos, ou talvez somente com os olhos que sempre deveria ter sido vista. O que eu sei é que quando e se eu casar, eu quero que seja uma coisa natural como é natural ter uma família e laços de sangue. Embora eu saiba que é tudo verdade, não quero ouvir falar de esforços, de separações, de seguidas em frente. Só de ciclos, os ciclos das coisas naturais em família e das relações humanas.
Este post faz parte do projeto Postagem Temática pelo BlogSintonizados
Marcadores:
postagem temática
domingo, 30 de maio de 2010
Para todos que esperam o que eu não sou
Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim
Caetano Veloso - O Quereres
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim
Caetano Veloso - O Quereres
Assinar:
Postagens (Atom)