segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nostalgia

Gente.. alguém lembra dessa menina aí?
Cara, Felicity marcou uma era inteira na minha vida.. me fez refletir sobre várias questões de tantas maneiras..
que conforme minha vida foi se transformando e eu fui me transformando.. acabei tomando-a como exemplo  e cortando as madeixas como ela.
Esse era o cabelão da menina no incício da série.. o meu, na época que cortei, batia lá na cintura. E eu ainda me lembro muito bem da sensação ao sair do cabeleireiro.. com o cabelo mínimo, contrariando a todos que diziam que aquilo era um grande erro.
Eu estive revisitando o meu blog antigo hoje, o anônimo, antes de eu dar a cara a tapa com este aqui e reli sobre a sensação.
Aqui vai o tal post:
Postado por Felicity em 03/02/2005 04:05

A new version of me
Can you become
Can you become
A new version of you
New wallpaper
New shoe leather
A new way home
I don’t remember
New version of you
I need a new version of me

Uma nova versão de mim. Foi o que eu disse para o cabeleireiro: eu sou uma pessoa diferente. Estou me transformando em alguma coisa que eu ainda não sei o que é; fase de transição, mas, não sou mais a mesma.
Os longos cabelos cacheados agora curtos, pescoço de fora e me sinto muito mais feminina.
Os cachos alegres e dançantes, livres, se movimentam e eu sou uma nova pessoa.
O físico adaptou-se ao psicológico e eu não posso explicar o que é isso.. ser nova.
Depois de falar sem parar descobrir o tesouro do silêncio.
Depois de tomar atitudes impensadas descobrir a oportunidade e a estratégia.
Amadurecimento. Resistência. Silêncio. Equilíbrio. Atitude. Enfrentar. Aproveitar. Esperar. Básica. Eclética. DESpré-conceito. Compreensão. Flexibilidade. Coragem. Não-julgar. Não-criticar. Ser eu. Me mostrar. Estilo próprio. “Fazer” me gostar. Buscar. Questionar. Observar. Ouvir.
Uma nova versão de mim.

Coisinhas de adolescente...
eu vejo pelo anônimo, a liberdade que se tem quando ninguém sabe quem tu é. Tu pode escrever "me sinto muito mais feminina" sem se preocupar com o que vão pensar de ti. rs..
Bom, este foi um post bem inútil.. mas foi só pra marcar pra mim mesma (já que eu voltei a escrever pra mim, haha) o quanto as coisas já se reconfiguraram tantas vezes.. e quantas vezes eu já virei a mesa - me rebelando com os cabelos, ou não.

sábado, 15 de maio de 2010

Permissão Concedida.

Eu vi “Tá rindo do quê?” hoje, um filme com o Adam Sandler. Já fazia um tempo que um filme não me batia tão fundo. Este me deu bem no meio. Não tem morte nem nada, mas em diversos momentos eu estive a beira das lágrimas.
Eu tenho sido uma boa adulta. Tenho cumprido todas as responsabilidades, mesmo depois de noites mal dormidas ou de brigas familiares. Eu digo bom dia toda vez pro motorista mal humorado e grosso que me carrega todas as manhãs. Eu finjo sorrisos e prestar atenção nas coisas que me dizem. É irônico que, neste momento em que eu estou tão confortavelmente convencida da miserabilidade humana, que eu estou tão perto de Gaiarsa e sua idéia de que a humanidade é inviável, seja também justamente o momento em que estou sendo mais responsável com meu papel social, justamente o momento em que estou fazendo mais coisas pelas pessoas e as compreendendo mais.
Eu não sei a que nível exatamente vai esta compreensão, ou mesmo se ela é verdadeira. Mas eu compreendi meu pai nas coisas horríveis que ele me disse ontem e compreendi meu ex nas besteiras fatais que ele cometeu. Isso provavelmente tenha me custado a fé nos relacionamentos interpessoais, provavelmente tenha me levado a este estado, mesmo que temporário, em que eu acredito que não se pode culpá-las, pois as coisas são como são e as pessoas e relações são exatamente assim.
Eu não gostaria que esse fosse um blog de desabafo, na verdade, quando eu o criei eu não estava preocupada com o que ele seria mas, depois de um tempo, eu cai nas armadilhas do reconhecimento. Eu queria que as pessoas gostassem do que liam, assim como inúmeras vezes eu me pego chateada quando não gostam de mim. Bem, eu vou abrir uma exceção pelo menos por aqui. As circunstâncias da minha vida atual são tais, que eu já tenho espaços específicos suficientes para me preocupar com o que os outros pensam. Já completei com máximo primor, pelo menos considerando o meu modo de ser, os espaços de obrigação com estas preocupações. Chega disto então, aqui eu vou me permitir novamente ser chata.

domingo, 9 de maio de 2010

Eu e minha mãe

mamãe querida..
tu que achas que não te ouço.. que somos tão diferentes.. estás tão enganada!!
Tantas coisas, dia após dia, que são tuas eu reconheço em mim!
Tanta fibra, tanta força pra dar a volta por cima
tanto molejo pra lidar com algumas pessoinhas difíceis..
tanta facilidade pra rir da vida
tanta personalidade pra dizer os nãos necessários
o choro que vem tão fácil
o perdão que sempre chega, mesmo quando não queremos
tanta coisa que queremos desta vida
o tanto que não nos conformamos com o medíocre
o quanto acreditamos nos outros, na família, no futuro, na vida
o quanto nos decepcionamos.. mas sem nos endurecermos, sem perdermos a ternura..
eu te ouço tão forte dentro de mim mãe, que tu nem sabe!!
Dentre todos os papéis que tu desempenha tão maestralmente..
parabéns por este que pra mim é tão crucial.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O impasse da leveza 2

A leveza de fato existe?
Discursando e pensando sobre o assunto eu chego a conclusão que não.
A própria "leveza" carrega o seu peso. Existe diversão, ilusão, existem momentos; mas a leveza, de fato, não existe. Nós, ou pelo menos eu, estou infinitamente fadada a ser reflexiva, neurótica, pesada.
Tudo está no seu lugar.

"Because we are still inocent..."

PS: desculpe pela decepção Adriana e Julianne.