Hoje eu chorei.
Chorei por todas as pessoas que seriam e não foram
por todas que foram e eu não percebi
por todas as atitudes não tomadas
lembrei de cada pessoa que se foi e de cada desilusão
de todas as vezes em que meu coração foi partido
de todas as vezes em quer tive que cantar a minha dor
de todas as vezes que eu quis gritar e não pude
e das vezes que gritei mas ninguém ouviu
das vezes em que deixei de falar o que devia
das vezes em que falei demais
e das vezes em que ninguém se interessou pelo que eu dizia
chorei pelas expectativas
chorei por ser idiota, por ser franca, por ser fraca
chorei por ser verdadeira e chorei por ser falsa
e por todas as pessoas que não mereciam que eu falasse a verdade ou que eu mentisse ou fingisse pra elas
eu chorei pela indecisão e chorei pela decisão errada
por fim chorei pelo que eu não podia decidir e por não poder obrigar ninguém a nada
chorei por nem querer obrigar ninguém a nada
chorei pelas fotos, pelos momentos, pelas palavras ditas em vão
- as que me foram ditas em vão e as que eu disse em vão -
chorei pelas vezes em que não tomei a atitude de tapar os ouvidos ao que me diziam
e por todas as vezes em que acreditei no que não devia
pelas vezes em que me fiz de cega, pelas vezes em que não quis ver a verdade por medo de ser infeliz, sendo que depois ela te pega de surpresa de uma forma bem pior
eu quase chorei por ser eu mesma, por gostar de quem gosto e por não gostar de outros tantos.
Mas eu finalmente parei de chorar e novamente me propus a aprender com essas lágrimas e a seguir em frente
mesmo com meus objetivos mutáveis
meu temperamente instável
minha mania de amar incondicionalmente
ou desamar fervorosamente
mesmo sabendo que vou perdoar quem não devo
e ME perdoar sem merecer.
Eu parei de chorar exatamente por achar bonito que eu chore e viva assim.
Achar bonito que eu ame e também que eu desame e que eu chore muito por isso.
Quanto tempo o coração leva pra saber que o sinônimo de amar é sofrer? Sinônimo de amor é amar.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
My letter to the world
pra dar o meu recado... eu preciso somente repostar algumas frases da música anterior
"Não importa o quê eles me digam,
Não importa o quê eles me façam,
Não importa do que eles me chamem,
De qualquer forma que eles ataquem,
Não importa onde eles me levem,
Não importa como eles me julguem,
Eu não posso negar o que acredito,
Eu não posso ser o que não sou.
Eu sei que amarei eternamente,
Eu sei, não importa o quê aconteça...
Não importa o quê aconteça...
Isso é tudo que importa para mim. "
"Não importa o quê eles me digam,
Não importa o quê eles me façam,
Não importa do que eles me chamem,
De qualquer forma que eles ataquem,
Não importa onde eles me levem,
Não importa como eles me julguem,
Eu não posso negar o que acredito,
Eu não posso ser o que não sou.
Eu sei que amarei eternamente,
Eu sei, não importa o quê aconteça...
Não importa o quê aconteça...
Isso é tudo que importa para mim. "
sexta-feira, 27 de junho de 2008
-No Matter What-
Não importa o quê eles nos digam,
Não importa o quê eles façam,
Não importa o que eles nos ensinem,
O que nós acreditamos é verdadeiro.
Não importa do que eles nos chamem,
De qualquer forma que eles ataquem,
Não importa onde eles nos levem,
Nós encontraremos nosso próprio caminho de volta.
Eu não posso negar o que acredito,
Eu não posso ser o que não sou.
Eu sei que amarei eternamente,
Eu sei, não importa o quê aconteça...
Se ao menos lágrimas fossem risos,
Se ao menos noite fosse dia,
Se ao menos orações fossem respondidas,
Então nós ouviríamos Deus dizer:
Não importa o quê eles te digam,
Não importa o quê eles façam,
Não importa o que eles te ensinem,
O que você acredita é verdadeiro.
E eu manterei você segura e firme
E protegida da chuva.
Não importa onde esteja árido,
Um sonho está nascendo.
Não importa quem eles sigam,
Não importa quem eles liderem,
Não importa como eles nos julguem,
Eu serei todos de quem você precisa.
Não importa se o sol não brilhar
Ou se o céu não está azul,
Não importa qual seja o final,
Minha vida começou com você.
Eu não posso negar o que acredito,
Eu não posso ser o que não sou.
Eu sei, eu sei,
Eu sei que este amor é para sempre.
Isso é tudo que importa agora,
Não importa o quê aconteça...
Isso é tudo que importa para mim.
Não importa o quê eles façam,
Não importa o que eles nos ensinem,
O que nós acreditamos é verdadeiro.
Não importa do que eles nos chamem,
De qualquer forma que eles ataquem,
Não importa onde eles nos levem,
Nós encontraremos nosso próprio caminho de volta.
Eu não posso negar o que acredito,
Eu não posso ser o que não sou.
Eu sei que amarei eternamente,
Eu sei, não importa o quê aconteça...
Se ao menos lágrimas fossem risos,
Se ao menos noite fosse dia,
Se ao menos orações fossem respondidas,
Então nós ouviríamos Deus dizer:
Não importa o quê eles te digam,
Não importa o quê eles façam,
Não importa o que eles te ensinem,
O que você acredita é verdadeiro.
E eu manterei você segura e firme
E protegida da chuva.
Não importa onde esteja árido,
Um sonho está nascendo.
Não importa quem eles sigam,
Não importa quem eles liderem,
Não importa como eles nos julguem,
Eu serei todos de quem você precisa.
Não importa se o sol não brilhar
Ou se o céu não está azul,
Não importa qual seja o final,
Minha vida começou com você.
Eu não posso negar o que acredito,
Eu não posso ser o que não sou.
Eu sei, eu sei,
Eu sei que este amor é para sempre.
Isso é tudo que importa agora,
Não importa o quê aconteça...
Isso é tudo que importa para mim.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
O Apanhador no Campo de Centeio
Aproveitando a resenha feita para a cadeira de redação para deixar a sugestão de um livro que entrou pra minha lista de "livros de cabeceira" mas que na verdade, é um livro do meu coração.
O Apanhador no Campo de Centeio é a história de um adolescente chamado Caulfield que, após ser expulso do 3° colégio, fica vagando por Nova York à espera do momento exato de voltar pra casa. Neste plano de fundo, Caulfield vai expor, com afinco, todo podre que a vida tem: a cretinice dos colegas no colégio, a importância do dinheiro... e vai viver isso com um sofrimento tão grande, que acabamos percebendo que ele é, na verdade, vítima de si mesmo e de sua sensibilidade para com o que acontece ao seu redor.
A vida é amargamente a mesma para todos, mas Caulfield, mesmo que involuntariamente, vive intensamente cada segundo dela, saboreia com a mesma voracidade cada pedaço, doce ou amargo. Entretanto, quem acha que seu relato vai ser composto apenas de ódio, mentiras, depressão e hipocrisia, se surpreende com o seu encantamento ao ouvir um menino cantar a música do apanhador. Um simples fato o tira de seu abismo pessoal para colocá-lo num ensolarado dia.
No fim das contas, sua "tragédia" pessoal tem um "quê" de cômico pela ironia e sarcasmo ácido de Caulfield que faz com que nos identifiquemos com as angústias de nossa própria vida. Ele se incomoda em confessar que é capaz de odiar alguém só de olhar, no entanto, apesar das pessoas estarem sempre lhe decepcionando, ele ainda vai em busca delas, procurando algum entendimento e sempre acabando por as perdoar.
A poesia do livro está na inocênciade Caulfield. Dentro de toda aquela rebeldia, ele só quer ser um "apanhador no campo de centeio". Segurar as crianças, as quais a simplicidade ele cultua, para protegê-las da corrupção, da falsidade do mundo adulto, ou seja, do abismo. No fim do livro é esta a melancolia que nos abate, não a do destino de Caulfield, mas da perca da companhia deste menino que, tão espontaneamente, fala por nós.
O Apanhador no Campo de Centeio é a história de um adolescente chamado Caulfield que, após ser expulso do 3° colégio, fica vagando por Nova York à espera do momento exato de voltar pra casa. Neste plano de fundo, Caulfield vai expor, com afinco, todo podre que a vida tem: a cretinice dos colegas no colégio, a importância do dinheiro... e vai viver isso com um sofrimento tão grande, que acabamos percebendo que ele é, na verdade, vítima de si mesmo e de sua sensibilidade para com o que acontece ao seu redor.
A vida é amargamente a mesma para todos, mas Caulfield, mesmo que involuntariamente, vive intensamente cada segundo dela, saboreia com a mesma voracidade cada pedaço, doce ou amargo. Entretanto, quem acha que seu relato vai ser composto apenas de ódio, mentiras, depressão e hipocrisia, se surpreende com o seu encantamento ao ouvir um menino cantar a música do apanhador. Um simples fato o tira de seu abismo pessoal para colocá-lo num ensolarado dia.
No fim das contas, sua "tragédia" pessoal tem um "quê" de cômico pela ironia e sarcasmo ácido de Caulfield que faz com que nos identifiquemos com as angústias de nossa própria vida. Ele se incomoda em confessar que é capaz de odiar alguém só de olhar, no entanto, apesar das pessoas estarem sempre lhe decepcionando, ele ainda vai em busca delas, procurando algum entendimento e sempre acabando por as perdoar.
A poesia do livro está na inocênciade Caulfield. Dentro de toda aquela rebeldia, ele só quer ser um "apanhador no campo de centeio". Segurar as crianças, as quais a simplicidade ele cultua, para protegê-las da corrupção, da falsidade do mundo adulto, ou seja, do abismo. No fim do livro é esta a melancolia que nos abate, não a do destino de Caulfield, mas da perca da companhia deste menino que, tão espontaneamente, fala por nós.
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